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Em despedida, Roberto de Andrade se orgulha do trabalho e indaga: 'Que rejeição?'

Foto: André Ranieri | Jovem Pan


O presidente Roberto de Andrade concedeu a última entrevista coletiva sob o comando do Corinthians. Nesta sexta-feira (02), no CT Joaquim Grava, o mandatário alvinegro comentou sobre as conquistas e realizações como nome máximo do clube nos últimos três anos.

"Eu me sinto muito realizado. Para um corintiano, não tem realização maior. Você ser presidente, e sair cheio de taças. O que quero mais? Só agradecer a Deus. Deixo o Corinthians com a melhor comissão técnica do país, com sobras", declarou.

"Decepção não tenho nenhuma. Decisão você tem de tomar. Depois de um tempo, aí você pode se decepcionar. Não me arrepende de nada. A soma traz a satisfação, o entusiasmo de ser presidente. Não tenho um fato que é relevante. Tudo que foi feito, foi feito com a intenção de acertar, ser o melhor para o clube. Isso que me deixa tranquilo, porque toda atitude foi sempre pensando no clube. Desde o primeiro dia", completou.



Perguntado sobre o sucesso do Corinthians nos últimos anos, Roberto explicou o legado que o clube tem deixado no trato com os funcionários. O presidente classificou o clube como 'uma família'.

"Tudo tem porquês. Eu fui três anos diretor de futebol, então acompanhei muito de perto nos últimos seis, sete anos. Sempre quisemos ser claros, objetivos, e respeitar as pessoas. Nunca nenhum jogador saiu escorraçado. Saiu por outro vínculo empregatício. Acho que isso foi a grande virtude de nós termos os atletas prontos para atuarem com a camisa do Corinthians. Tivemos em alguns momentos, momentos adversos. Prêmio sem ser pago, salários sem ser pagos. E nunca tivemos resposta negativa de nenhum atleta. Isso é resultado do respeito que sempre tivemos com todos. Acabei de falar isso com os atletas. Sempre entendi que nós, no futebol... É meio piegas falar isso, mas é muito perto de ser uma família. Eu me orgulho de, em seis anos, nunca ter tido problema de ordem pessoal, atleta com atleta, atleta com funcionário. Acho que isso resume um pouco porque o Corinthians vem conquistando com larga vantagem sobre os outros clubes", argumentou.

"Se eu estivesse sido presidente nos três anos, mas não estivesse passado pelo futebol, não teria tido oportunidade de conhecer o trabalho do Carille, e talvez minha decisão não fosse essa de manter. Se eu estivesse chegado em 2015. Mas o fato de ter acompanhado três anos como diretor de futebol, e depois presidente, tive uma análise muito melhor. Sabíamos a pessoa dele, competência, trânsito no elenco formidável. Isso é meio sucesso andado. Lógico que o sucesso total são os resultados das competições. E graças a Deus eles vieram e consagramos mais um técnico para o mundo. E consagramos", concluiu o presidente.






Por fim, Roberto comentou sobre possíveis contratações para os próximos dias, e respondeu uma pergunta sobre a hipotética rejeição que recebe por parte da torcida alvinegro. Ele descartou as duas possibilidades.

"Eu respondo pelo Corinthians até hoje. Até o fim desse dia, não existe nenhuma negociação com atleta do Corinthians. Agora, domingo, segunda, se tiver algo assim, é porque trabalharam para isso, acharam que iria ganhar o pleito, e não vejo nada de errado disso", afirmou, antes de comentar sobre a rejeição. "Que rejeição? Onde tem isso? Eu não vejo ninguém falando. Sempre vai ter quem não vai gostar do amarelo, do branco", indagou.

Pelo Corinthians, Roberto de Andrade conquistou dois títulos do Campeonato Brasileiro e um Campeonato Paulista.




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