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Sanchez teria sido delatado, diz jornalista; presidente responde através de nota

Reprodução


O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, teria sido delatado à Justiça americana na última semana. Segundo o jornalista Wanderley Nogueira, da rádio Jovem Pan e da TV Gazeta, o mandatário alvinegro foi alvo de denuncias de José Hawilla, dono da Traffic.

Através de seu blog pessoal, Wanderley Nogueira divulgou trechos do que teria sido a delação.



CONFIRA ABAIXO:

"Durante a Copa do Mundo de 2010, o Sr. Ricardo Teixeira começa uma relação de divisão com o chefe da seleção Sr. Andrés Sanchez, e este muito ambicioso, se dispôs a ajudar a mim e ao Sr. Ricardo Teixeira, desde ao pagamento de clubes , entidades e até mesmo empresários de jogadores, para que o dinheiro não aparecesse inclusive através do Sr. Ricardo Teixeira, o mesmo passou a ter uma função de muita atuação em prol da CBF (Ricardo Teixeira).”

“A relação do senhor Andrés Sanches com o Sr. Ricardo Teixeira, se tornaram um elo muito forte, aonde o mesmo estava encarregado de fazer propinas chegarem até os clubes e federações e também com as TVs. O senhor J. Hawilla declara que um presente foi oferecido ao Sr. Andrés Sanchez, depois de muita colaboração ao Sr. Ricardo Teixeira, foi lhe oferecido cargo de presidente de seleções de futebol da CBF, em janeiro de 2012.”

“A aproximação ficou ainda maior, porem no que diria respeito do pagamento de propinas mas começou a ficar insustentável, pois o Sr. Sanchez cada vez mais pedia e exigia.”

Através de nota oficial, Andrés Sanchez se manifestou e negou quaisquer relação com Ricardo Teixeira. O presidente corinthiano classificou como 'mentirosas' as denuncias.




VEJA A NOTA ABAIXO

"Vivemos tempos difíceis, onde valores são atropelados e há uma nítida subversão da conformação cidadã dos povos. Assim, alguém que tem a própria situação complicada perante a justiça, começa a disparar afirmações falsas, alimentando calúnias e, de consequência, já se forma um juízo de valor negativo em torno do cidadão apontado.

O mentiroso, no caso, é J. Hawilla (se, efetivamente ele disse o que está noticiado no blog do repórter Wanderley Nogueira), o caluniado sou Eu, Andrés Navarro Sanchez.

Em primeiro lugar, nunca tive um encontro privado com J. Hawilla. Estive com ele, quando muito, umas quatro vezes, todas em ocasiões públicas, onde não trocamos nenhum assunto em particular (até porque nunca tivemos qualquer negócio) e, neste ponto, tudo o que falamos poderia ser repetido em alto e bom tom, em qualquer ambiente público; de igrejas, aos salões nobres dos Tribunais de Justiça.

Em segundo lugar, jamais mantive qualquer relação comercial com o cidadão Ricardo Teixeira; tivemos apenas trato institucional, onde ele era Presidente da CBF e eu Diretor de Seleções (cargo que abandonei em situação pública, dizente com minha insatisfação diante da substituição equivocada do comando técnico da Seleção, à época, sem que me fosse consultado).

Ademais, ter sido Diretor de Seleções jamais me qualificou para qualquer outra participação em nome da CBF, o que me deixa muito à vontade para afirmar que nunca participei de qualquer reunião de caráter comercial e/ou para atender eventual interesse que não fosse da própria Confederação (CBF), durante o mandato de Ricardo Teixeira – ou em qualquer outra época, durante o mandato de quem quer que fosse.

Em terceiro lugar, nunca morei, comprei ou ganhei qualquer propriedade nos Estados Unidos da América.

Em quarto lugar, jamais mantive qualquer qualidade de relação com qualquer dirigente de futebol (ontem, hoje e sempre, ouso cravar!), que não fosse estritamente dentro de nossas atuações junto aos clubes de futebol do Brasil. Neste ponto, desafio quem quer que seja a demonstrar o contrário.

Por derradeiro, o Sr. J. Hawilla teria dito que eu comecei a querer mais e mais propina, deixando, porém, de esclarecer (mínima e racionalmente) a qual título seriam estas aleivosas pagas?

No ponto, não há que se tergiversar: Eu, Andrés Navarro Sanches, jamais, em qualquer tempo e a qualquer título, pedi, recebi, ou tive qualquer oferta de dinheiro, bens, mimos, agrados ou seja lá o que se recebe, pede, ou se oferta, em situações que não sejam republicanas. Nunca recebi o que não me fosse por direito!

É mentirosa, portanto e também, esta asseveração (se é que ela foi praticada, insisto) e contra ela insurgirei de todas as formas, inclusive na própria Corte Americana.

Tampouco estive no endereço mencionado no bairro do Sumaré, onde não tive ou tenho residência, nem casa de qualquer amigo ou conhecido.

Encerrando, insisto: são mentirosas, as falas do Senhor J. Hawilla no que se referem a minha pessoa – se é que ele as fez!"


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