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Palmeiras reclama de jogo entre Bragantino e Corinthians no Pacaembu

Cesar Greco/Ag. Palmeiras

O Palmeiras não gostou nada da venda do mando de campo do Bragantino no confronto de ida diante do Corinthians, marcado para o próximo domingo (18), às 11h (de Brasília), no Pacaembu. Através do presidente Galiotte, a equipe alviverde contestou a decisão da direção do clube de Bragança Paulista.



"O que eu coloquei é que, embora esteja no regulamento, isso tem uma influência técnica, uma distorção técnica. Acho que cabe aos clubes discutirem melhor o regulamento do ano que vem. Acaba depondo contra o campeonato. O Campeonato Paulista é respeitado, muito sério, e quando você leva um jogo que seria no interior para a capital há, realmente, uma distorção esportiva", disse o presidente do Palmeiras.

"Eu acho que é uma inversão. Para o campeonato, não é uma situação favorável. Foi isso o que expus na reunião. A decisão é do Bragantino e a minha preocupação tem de ser com o Novorizontino, mas acho que tem uma distorção esportiva e não deveríamos ir por esse caminho. Não é uma decisão que o Palmeiras aprova", completou.




O Bragantino, vale destacar, ficará com apenas 2 mil ingressos da carga total para o primeiro jogo das quartas. Teoricamente, a equipe do interior será a mandante do confronto. Na prática, os corinthianos ficarão com todo o restante dos ingressos no estádio da capital paulista.

"Nós discutimos na reunião que deveríamos ter tratado isso quando foi aprovado o regulamento. É uma falha, nós falhamos na aprovação do regulamento. Se isso hoje está no regulamento é porque nós aprovados. Temos que pensar e refletir no ano que vem para não acontecer mais", finalizou Galiotte.

Marco Chedid, presidente do Bragantino, explicou a venda do mando de campo. Segundo o mandatário da equipe de Bragança, a questão é apenas financeira. "A ideia foi do Bragantino, assumindo essa posição. Vamos disputar uma Série C do Brasileiro. Não tem nenhum apoio. Então, vou acabar o campeonato agora e tenho seis meses de Série C sem apoio nenhum. O clube vai sobreviver financeiramente porque tem que pagar suas contas", disse.



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